segunda-feira, 13 de agosto de 2018

As cinco Filhas da Inveja e aprenda a identificar, superar e se proteger de pessoas invejosas


13/08 /2018

Quando o assunto é inveja, são poucos os que não precisam de ajuda.
Pode-se perceber a presença deste sentimento em todas as modalidades de relações humanas: na vida social, nas amizades, no trabalho e até nas famílias.
Este é um sentimento poderoso e lidar com ela requer um grau de inteligência emocional do qual a maior parte das pessoas está muito distante.
No artigo de hoje – mais um artigo épico! – Vamos investigar a invídia em profundidade: o que é, sua psicologia, seus “sintomas”, como superá-la e proteger-se dela.
Se você leva seu desenvolvimento pessoal a sério irá se beneficiar muito desta leitura. Aqui está o nosso roteiro de estudos:
• O que é a inveja?
• A psicologia da dor da inveja
•. As 5 filhas da inveja, segundo Santo Tomás de Aquino
•A dinâmica da inveja: as 5 filhas da inveja na prática
•. Como identificar a inveja no dia-a-dia
• A inutilidade e a vergonha da inveja
•. É inevitável sentir inveja?
•. Como superar a inveja?
O que é a inveja?
Sócrates a chamou de “a úlcera da alma” e Dante Alighieri a descreveu em sua Divina Comédia como um ser cujos olhos estavam costurados com arame.
Essas duas referências, feitas por duas das mentes mais brilhantes que a humanidade já conheceu, servem para mostrar a feiura deste sentimento.
A palavra deriva do latim – invidia –, de IN, “em”, mais VEDERE, “ver”, “olhar”. O invejoso é aquele cujo olhar não desgruda nem se distancia dos bens alheios.
Mas o que é, afinal, a invídia? Como podemos defini-la?
A definição dada pela psicologia é bastante precisa:
[A inveja é] o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão.
A inveja é, então, o resultado da dificuldade de lidar e conviver com o sucesso alheio. Ela é a dor causada pelo desejo não satisfeito de ter as conquistas e vantagens que outras pessoas têm.
Para que um sentimento possa ser caracterizado como inveja, 3 condições precisam ser satisfeitas:
1.O indivíduo deve estar diante de alguém que é portador de um bem visto como superior, seja esse bem material, moral ou espiritual.
2.O indivíduo deve desejar esse bem visto como superior para si mesmo; e/ou desejar que o portador deste bem não o possuísse.
3.Esse desejo não satisfeito deve causar dor naquele que deseja.

A psicologia da dor da inveja
Para Dante Alighieri, a inveja é um ser cujos olhos estão costurados com arame (a escultura de Karen Coburn materializa a descrição de Dante).
A dor do invejoso não é tanto a dor causada por não possuir certos bens e qualidades, mas a dor de enxergar-se como indigno daqueles bens.
O invejoso frequentemente vê a si mesmo como alguém incapaz de conquistar bens semelhantes aos bens do invejado.
Essa percepção de si mesmo pode levar o invejoso a:
Tentar destruir a reputação daquele a quem inveja.
Tentar destruir ou rebaixar os bens cobiçados.
Essa é a grande tragédia do invejoso: ele luta para destruir, por diversos meios, o portador dos bens ou os próprios bens aos quais ele almeja.
E o pior: faz isso sem perceber.

As 5 filhas da inveja, segundo Santo Tomás de Aquino
Assim como fizemos em nosso artigo sobre o método de memorização dos filósofos e sábios, vamos recorrer novamente a Santo Tomás de Aquino (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 1274) nessa investigação sobre a inveja.
Santo Tomás diz que a inveja é um atentado contra o amor, já que é próprio do amor – e também da amizade, que é um “tipo” de amor – querer o bem do outro como queremos o nosso. Ele cita Aristóteles, que diz que um amigo é como se fosse “um outro eu”.
A inveja é considerada um dos 7 Pecados Capitais. Os pecados (ou vícios) capitais são aqueles que, quando praticados, geram outros vícios. Trata-se, na linguagem moderna, daquilo que chamamos de “uma bola de neve”.
Os vícios que decorrem da invídia são chamados por Santo Tomás de “filhas da inveja” e são cinco:
Murmuração. A conhecida “fofoca”, tão comum e conhecida de todos nós.
Detração. O falar mal abertamente, “sem papas na língua”, também conhecida como difamação ou maledicência.
Ódio. A aversão intensa motivada por medo, raiva ou injúria sofrida
Exultação pela adversidade. O popular “rir da desgraça alheia”.
Aflição pela prosperidade. A tristeza sentido ao ver o progresso do outro.
O conhecimento dessas “5 filhas da inveja” é fundamental para nós, pois é a partir da percepção delas na nossa vida diária que nos tornamos capazes de reconhecê-la, tanto a nossa própria quanto a de outras pessoas.

A dinâmica da inveja: as 5 filhas da inveja na prática
Essa forma de cobiça pode ser entendida como uma espécie de tristeza pelo sucesso do outro, que passa a ser considerado pelo invejoso como um mal.
Oprimido por essa tristeza, o invejoso é levado a ter atitudes para afastar ou eliminar esse sentimento. E isso o faz praticar os atos descritos acima como “as cinco filhas” com o objetivo de atacar o invejado.
Vejamos como se dá essa dinâmica, que tem um início e um fim muito bem definidos.
Tudo começa com a tentativa de diminuir o bem e as qualidades do invejado falando mal dele. Esse “falar mal” pode acontecer de duas formas:
Disfarçadamente, pela murmuração, que é a primeira filha da inveja.
Abertamente, pela detração, que é a segunda filha.
Depois das etapas acima, as coisas ficam ainda piores: o invejoso ultrapassa os limites do falatório e começa a desejar o mal do invejado, o que o leva ao ódio, que é a terceira filha da inveja.
Quando, em algum momento, o invejado sofre alguma perda ou passa por alguma dificuldade, acontece então algo horrível: o invejoso se alegra com a queda do invejado e seu infortúnio – é a exultação pela adversidade, a quarta filha, popularmente chamada de “rir da desgraça alheia”.
Mas quando essa queda não acontece, há então a aflição pela prosperidade, a quinta filha: o invejoso então mergulha numa tristeza profunda, já que o objetivo de impedir o sucesso do outro não foi alcançado.
Isso tudo é horrível, não é mesmo? Não queremos passar por isso.
Vamos continuar, pois ainda há muito o que aprender sobre esse mal e, principalmente, sobre como reconhecê-lo e evitá-lo.

Como identificar a inveja no dia-a-dia
Agora que conhecemos a dinâmica da inveja e suas 5 filhas, podemos usar esse conhecimento para identificar esse sentimento em nossa vida cotidiana, tanto a nossa própria quanto a de outras pessoas.
O primeiro passo para isso é usar o método de meditação e memorização que ensinei nesse artigo para memorizar as cinco filhas.
Durante suas meditações sobre a inveja e suas filhas, comece a identificar, pouco a pouco, situações e fatos reais da sua vida onde você sentiu ciúme, cobiça ou avidez e manifestou alguns dos 5 “sintomas” que estudamos acima.
Todos nós já fizemos alguma fofoca (murmuração) ou falamos mal de alguém para outras pessoas (detração).
Muitos de nós já praticaram o “rir da desgraça alheia” (exultação pela adversidade) ou se entristeceram com o sucesso de alguém (aflição pela prosperidade).
Veja tudo isso com grande clareza e calma nas suas meditações. Apenas veja, sem fazer dessa visão motivo de vergonha.
Ao observar essas atitudes com uma mente e um coração abertos e dispostos a melhorar, você já terá iniciado o seu processo de superação da inveja. Foi com esse método que alcancei grandes resultados.

O que a inveja causa: inutilidade e vergonha
Entre os 7 Pecados Capitais, a inveja é o mais inútil e aquele do qual mais nos envergonhamos.
Vejamos a “utilidade” dos outros 6 Pecados Capitais:
Na gula há o prazer de saborear os bons alimentos.
Na luxúria há o prazer do sexo.
Na preguiça há o prazer do descanso e do relaxamento.
Na avareza há a utilidade da acumulação de dinheiro ou de bens materiais.
No orgulho há o prazer de sentir-se superior aos outros.
Na ira há o prazer de subjugar alguém.
Mas e a inveja? Nela não há benefício nem prazer, apenas dor e vergonha.
Podemos dizer que gostamos de comer muito (gula), de fazer muito sexo (luxúria), de não fazer nada (preguiça), que somos “mão de vaca” (avareza), que temos muito “amor-próprio” (orgulho) e que somos agressivos e violentos em certas situações (ira).
Tudo isso falamos abertamente, sem vergonha nem medo, mas jamais dizemos “eu sou invejoso” – e fazemos os esforços para manter nossa inveja oculta, pois a descoberta dela nos deixaria profundamente envergonhados.

O que a inveja causa é isso: dor e vergonha.
É inevitável sentir inveja?
Acho que se nos basearmos em nossa própria experiência e quisermos ser realmente sinceros diremos “sim, é inevitável sentir inveja”.
É que ela, sendo a dor causada pelo desejo não satisfeito de possuir os bens de outra pessoa, surge invariavelmente da comparação.
O invejoso olha para o que tem, olha para o que outra pessoa tem e então compara essas duas coisas: se percebe que o outro tem mais ou tem o que ele gostaria de ter, tem inveja.
Sendo assim, para não invejar seria necessário nunca comparar. Mas será que é possível nunca comparar? Não acredito que seja possível, pelo menos não para a grande maioria das pessoas.
É próprio do funcionamento do cérebro comparar. Pensamos por meio da comparação: confrontamos ideias, avaliamos umas a partir de outras, medimos seu alcance e suas consequências etc.
É claro que a comparação nem sempre conduz à inveja, mas em alguns momentos ela inevitavelmente conduzirá, especialmente em momentos de instabilidade psicológica nos quais estamos mais propensos a reclamar e invejar.
O sociólogo austríaco Helmut Schoeck (Graz, 1922 — Niedernhausen, 1993), autor de ENVY: A Theory of Social Behaviour, um livro sobre a inveja, afirmou categoricamente que a inveja faz parte da natureza humana e por isso é inevitável.
Particularmente, penso que nossa preocupação não deve ser eliminar esse mau sentimento, tarefa que talvez seja impossível, mas aprender a reconhecê-lo e rejeitá-lo nos momentos certos.

Como superar a inveja?
Cuide do seu olhar. Não do “olhar” que é o sentido da visão, mas do olhar que é, por assim dizer, a visão do espírito e do coração.
Podemos olhar para as pessoas e objetos de muitas maneiras diferentes, com muitas intenções diferentes.
Podemos lançar um olhar de reprovação ou um olhar de boa vontade. Podemos lançar um olhar de cobiça ou de pura contemplação.
Podemos lançar um olhar de inveja. A inveja nasce no olhar. Aliás, muitos males nascem do nosso olhar.
Quando Jesus diz que “os olhos são a lâmpada do corpo” e que “se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” é essa a advertência que Ele nos faz.
Todo o segredo para a superação da nossa própria inveja reside no aprimoramento da nossa capacidade de olhar as coisas com bons olhos.

Como se proteger da inveja?
Seja simples, silencioso, humilde.
Muitas pessoas atraem a inveja alheia quase por esporte. Gostam de exibir-se e apresentam seus bens e conquistas sempre que podem.
As redes sociais estão repletas de pessoas assim e quase todos nós já fizemos isso alguma vez, ainda que sem uma consciência clara disso.
A verdade é que não podemos gerenciar o sentimento de outras pessoas. Se cuidarmos da nossa própria inveja já estaremos fazendo um grande trabalho.
A única coisa que está ao nosso alcance é agir humildemente, tomando cuidado para não inflamar nas pessoas ao nosso redor esse terrível sentimento.

Conclusão: enfrentando a inveja da melhor maneira
Neste artigo, vimos que a inveja é o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão.
Vimos que para caracterizar um sentimento como inveja, é preciso haver 3 condições básicas:
O indivíduo deve estar diante de alguém que é portador de um bem visto como superior, seja esse bem material, moral ou espiritual.
O indivíduo deve desejar esse bem visto como superior para si mesmo; e/ou desejar que o portador deste bem não o possuísse.
Esse desejo não satisfeito deve causar dor naquele que deseja.
Quando tais condições estão presentes, o invejoso sofre tanto por se sentir indigno de ter esses bens quanto por querer tentar diminuir ou destruir os bens e a própria pessoa invejada.
Isso leva aos vícios que Santo Tomás de Aquino classificou como as cinco filhas da inveja: Murmuração, Detração, Ódio, Exultação pela adversidade, Aflição pela prosperidade.
Na prática, esses vícios apresentam-se em uma escala crescente. Todos nós já sofremos com a inveja. Mas o fato é que ela na prática só traz inutilidade e vergonha.
E, se esse é um sentimento inevitável, o que podemos fazer é cuidar do nosso próprio olhar para reduzir ao máximo a inveja e assim evitar todos os problemas que ela nos causa.
Se você tiver alguma dúvida, deixe um comentário logo abaixo que teremos o maior prazer em respondê-lo.
André Valongueiro é coach, educador e escritor. Vive a vida nos seus próprios termos, viajando o mundo enquanto trabalha 100% online. Aprendeu a arte de realizar sonhos com paz e sem ansiedade e quer ajudar você a fazer o mesmo.


Olá!
Resolvi hoje colocar um tema fora do assunto alimentação. Para que pensemos se ao vermos alguém magro, não queremos aquele corpo para nós, sonhando que tudo aquilo conquistado foi de graça, que a pessoa não se empenhou, esforçou para conseguir alcançar sua meta e desejo.
Serve de alerta para cada um de nós.
Linda semana e até a próxima postagem!

sábado, 7 de julho de 2018

Você gosta de ficar sozinho? Confira dez vantagens que possuem as pessoas que gostam de ficar sozinhas!



Algumas pessoas têm grandes dificuldades para falar em público e frequentar lugares com muita gente.
Se pudessem, elas ficariam a maior parte do tempo sozinhas.
Por mais que isso pareça estranho para alguns, é um traço de personalidade completamente normal.
Difícil é ser assim, vivendo numa cultura onde todo mundo é levado a se expor e sair socializando com amigos e desconhecidos a qualquer hora.
Entenda: há vantagens também em ser uma pessoa introvertida.
É por isso que não devemos sair menosprezando quem não gosta de multidão.
Nesta matéria, separamos alguns benefícios desse tipo de personalidade:

1. Mais força emocional
Pessoas que gostam de estar sozinhas costumam lidar melhor com as próprias emoções.
Isso não é por acaso.
Acontece que elas passam a maior parte do tempo analisando a vida e os sentimentos.
Ter essa capacidade de entender, gerenciar e canalizar melhor as emoções é uma grande qualidade.

2. Maior sensibilidade
Estudos sugerem que as pessoas que preferem ficar sozinhas estão mais em contato com os pensamentos, sentimentos e emoções.
Isso faz com que elas sejam mais sensíveis.
Ou seja, se importem mais com a dor dos outros.

3. Mais tolerância
Parece estranho, não é?
Pessoas introvertidas tendem a ser mais compreensivas com o diferente do que as extrovertidas, mas é o que revelam os estudos.
Parece que ficar sozinho nos proporciona reflexões profundas sobre nós mesmos e o mundo ao redor.
É por isso que entender o outro é mais fácil, torna-se um hábito.

4. Não precisam de aceitação
Os introvertidos costumam entender que a sociedade moderna é tão influenciada e superficial, que não vale a pena seguir o padrão.
Isso significa que não necessitam aparecer e dispensam ser o centro das atenções.
Normalmente, são pessoas mais seguras e determinadas.


5. Facilidade em admitir os defeitos
Como não se importam tanto com a aceitação de todo mundo, essas pessoas têm mais facilidade para confessar quando estão erradas.
Assim, podem consertar as falhas e recomeçar.

6. Valorização do tempo
As pessoas que preferem passar mais tempo sozinhas compreendem o verdadeiro valor do tempo.
Por isso acabam fazendo mais coisas e aproveitando mais do que as que vivem em grupo constantemente.

7. Independência
Pessoas que gostam de ficar sozinhas são mais independentes.
Isso significa também que elas não precisam estar sempre acompanhadas de alguém para se sentirem amadas e valorizadas.

8. Amor próprio
As pessoas que preferem estar na companhia dos outros são mais propensas a se esquecerem de si mesmas.
Para encontrar a verdadeira felicidade e formar relacionamentos felizes e saudáveis, precisamos nos amar primeiro.
Esse amor próprio costuma ser mais fácil nas pessoas que gostam de ficar sozinhas.

9. Valorização dos relacionamentos
Aqueles que preferem ficar sozinhos valorizam mais quando encontram a pessoa certa.
Ou seja, são mais confiáveis, seja na vida amorosa, seja na profissional.

10. Consciência dos pontos fortes e fracos
Ser honesto consigo mesmo sobre quais são seus pontos fortes e fracos é crucial para o seu desenvolvimento pessoal.
E esta é uma qualidade quase unânime dos mais introvertidos.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Desapego: Coisas Novas
Domingo à noite eu já estava me preparando para descansar, quando a minha filha de 10 anos me chamou para assistir a um filme que ela, por curiosidade sobre o personagem, havia pedido ao pai para assistir. O filme é O Pequeno Buda, de 1993, dirigido pelo grande Bernardo Bertolucci e, para quem já assistiu ou conhece a história de Buda (Siddhartha Gautama), sabe que a sua vida foi totalmente pautada no desapego.
O artigo desta semana não ia falar sobre este assunto, mas como o momento que estou passando em minha vida agora tem tudo a ver com desapego e este filme veio “cair no meu colo” justamente agora, com certeza trazido pela Lei da Atração, não posso ignorar que muita gente precise ler sobre o assunto, incluindo, eu mesma.
Mas vamos ao que interessa.
A Lei da Atração nos traz aquilo com o que estamos sintonizados.
Como já sabemos, uma das maiores ferramentas para que ela funcione de acordo com o nosso desejo, é a gratidão.
Na verdade, o sucesso da aplicação da Lei da Atração, é uma sequência de passos que já vimos no livro O Segredo, no filme e em tantas outras literaturas, bem como nas palestras do CONLAOS e de outros cursos dos quais já participamos.
A sequência seria assim:
EU QUERO (DECIDIR O QUE SE QUER)
EU POSSO (ACREDITAR QUE É POSSÍVEL)
EU CONSIGO (TER FÉ CEGA QUE VOCÊ CONSEGUE)
EU MEREÇO (ENTENDER QUE VOCÊ É MERECEDOR)
EU PERMITO (DAR PERMISSÃO AO UNIVERSO, OU SEJA, DAR ESPAÇO, LIBERAR)
EU ACEITO (SENTIR QUE JÁ É SEU)
EU RECEBO (TOMAR POSSE DO QUE É SEU)
EU AGRADEÇO (AGRADECER ANTES COMO SE JÁ TIVESSE RECEBIDO, AO RECEBER E DEPOIS QUE RECEBER)
De todo o processo, o passo que eu acho mais difícil, é o PERMITIR. E é aí que entra o nosso assunto, o DESAPEGO.
Desordem - largar tudo e cair no mundo
De acordo com a Lei da Impenetrabilidade, descoberta por Archimedes ao gritar Eureca, “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo”. Isso também é válido para as coisas abstratas, como pensamentos e sentimentos. Você pode até alternar sentimentos antagônicos, mas cada um deles estará ocupando o seu coração e a sua mente de cada vez. Partindo desse princípio, seria correto dizer que dois pensamentos diferentes e contrários, não podem ocupar o mesmo espaço em nossa mente e, portanto, quando um entra, o outro tem que ceder espaço automaticamente.
Quando fazemos um pedido ao Universo, temos que “fazer espaço” para que o que queremos chegue até nós. Por exemplo, queremos uma roupa nova, mas se não fizermos espaço no guarda-roupas para que ela seja colocada lá, será difícil que ela “venha até nós”. Queremos um novo amor, mas continuamos ocupando o nosso coração com mágoas e recordações do(s) antigo(s) amor(es) e não damos assim oportunidade para um novo alguém. Queremos um novo emprego, mas o pensamento de começar tudo de novo em outro lugar nos trava de medo, e assim, a vaga irá para outro de mente mais corajosa. Queremos uma casa nova, mas quando pensamos em deixar a atual, somos invadidos por uma dor no coração, a famosa “dó”. São todas sensações de perda…
A sensação de perda é a falta de fé. E a falta de fé gera a dúvida. E a dúvida não combina com a certeza, ou seja, elas não podem ocupar o mesmo lugar no nosso coração e na nossa mente, e aquela que falar mais alto, tomará conta de nós.
O desapego é parte fundamental no processo do receber coisas novas e o mais importante de tudo é: desapegue-se do resultado do seu pedido. Peça ao Universo, mas não cobre dele os resultados. Deixe-o agir!
O meu novo projeto, que expliquei no artigo Realizar um sonho com o poder da mente e a Lei da Atração, implicará em um novo estilo de vida, muito mais leve, mais livre, mais desapegado. Viajar em motorhome, por si só já nos faz pensar no essencial, nos faz abrir mão do supérfluo. Quando essa viagem é longa, o supérfluo vira desnecessário, pois se ficarmos um bom tempo sem aquilo, e sobrevivermos, indicará que ele não era tão insubstituível assim. Vamos considerar ainda, que muitos trechos dessa viagem, serão feitos em bicicleta, ou com a mochila nas costas, o que reduzirá ainda mais a nossa carga de coisas dispensáveis.
Tudo isso poderia parecer simples, se não fosse o fato de que estamos partindo de uma casa de 4 dormitórios em um terreno de 1.080 metros quadrados, cheios de móveis, roupas e tralhas acumuladas em 15 anos de casamento, dos quais 10 com filhos. É muita coisa para destralhar (Gosto muito desse texto aqui que fala sobre isso). Além, é claro, de ter que vender a própria casa!
Não é fácil abrir mão de tudo isso, mas tem momentos na vida em que temos que jogar fora o resto da nave para salvar a cápsula, que é onde estão os tripulantes. Este é um deles. E eu sei disso!
Para mim é a terceira vez que enfrento esse processo. Para meu marido é a segunda. E em todas as vezes, a mudança foi sempre para melhor.  Eu confio nisso e agradeço!
Portanto, se você quer que a Lei da Atração funcione na sua vida, além de pedir, mentalizar e agradecer, você terá que permitir, aceitar o novo, e isso só é possível com o desapego ao velho, ao inútil, ao contrário ao que você quer.
Com isso não estou dizendo que você tenha que fazer como Buda ou como eu, largar tudo e cair no mundo. Este é o meu sonho, não o seu! Mas procure destralhar o que é supérfluo para você, de modo que o novo possa vir. Comece pelos seus paradigmas, pelas suas crenças limitantes, pelas suas ideias fixas, preconceitos, sentimentos ruins, doenças, más companhias, vícios, etc. e, por que não, coisas materiais também, coisas que não lhe servem mais, que só ocupam espaço e que você sabe que nunca irá usá-las. Tranqueiras, tralhas.
Destralhe-se! Destralhe sua mente, seu coração, seu corpo, suas gavetas, sua casa.
E parafraseando, em trocadilho, o grande poeta português Fernando Pessoa: “Destralhar é preciso, viver não é preciso”!
Desejo a vocês uma semana abençoada e destralhada!
Abaixo o verdadeiro poema de Fernando Pessoa para reflexão.
Poema
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. Fernando Pessoa



segunda-feira, 5 de junho de 2017

RECEITA INFALÍVEL PARA LIMPAR E TIRAR MANCHAS DO SOFÁ

05/06/2017.
Manter o sofá de casa limpo é difícil, não é mesmo? É o gato que sobe na almofada, a criança que derruba comida, a visita que derrama bebida. Para você deixar seu móvel sempre limpinho e com cara de novo, o Universo Jatobá ensina o segredo da limpeza para cada tipo de sofá.
O indicado é limpar o móvel a cada 15 dias. Se seu sofá for de couro ou sintético, é ideal que a manutenção seja feita apenas com um pano umedecido, para manter a característica e o brilho. Na sequência, seque com um pano de algodão. Já se o acento for de tecido ou camurça, use o aspirador de pó com cerda de escova.
Alguns especialistas indicam a impermeabilização para evitar que o móvel fique manchado, caso seja atingido por bebidas ou tinta de caneta, por exemplo. Se optar por impermeabilizar seu móvel, procure por empresas especializadas e exija produtos que não sejam inflamáveis. O Brasil já registrou casos de acidentes, como queimaduras e incêndio em apartamentos durante processos de impermeabilização.
Caso não tenha interesse no serviço, anote uma receita caseira para tirar manchas de seu sofá, sem gastar muito e sem agredir o ambiente. Lembrando que quanto mais rápido você limpá-lo, maiores as chances da mancha sair.
- Meio copo de vinagre branco
- Um litro de água
- Duas colheres de chá de bicarbonato de sódio
Se você fizer a mistura e não usar tudo de uma vez, pode guardar por cerca de dois meses. Borrife o líquido no local da mancha. Na sequência, passe uma escova de cerdas duras no sentido do tecido do sofá. Não faça movimentos circulares. Com um pano úmido, tire o excesso do produto. Depois, passe um pano seco e deixe o sofá secando em um local arejado, mas não exponha o móvel diretamente à luz solar.

Como limpar sofá: dicas práticas para uma limpeza completa
Conheça os tipos de limpeza disponíveis e aprenda a como retirar manchas dos estofados
Não se pode negar que o sofá é um dos itens mais importantes de uma casa. Além de ser decorativo, também é sinônimo de conforto e bem estar. É nele que a maioria das pessoas passa parte do tempo que tem disponível. Depois de um dia de trabalho, nada como sentar no sofá e dar aquela relaxada, não é mesmo?
Por serem peças de custo relativamente elevado, sofás não são trocados frequentemente e ainda que a decoração da casa seja alterada, a tendência é que ele permaneça por alguns anos.
Por isso, uma limpeza e manutenção correta dos sofás é fundamental para garantir que o item se mantenha conservado, limpo e com aquela carinha de novo.
Confira algumas dicas de como limpar seu sofá e conservar a limpeza por mais tempo. Veja o que você não deve utilizar na limpeza e saiba como se livrar de manchas.
Limpeza a seco ou com pano úmido? Qual é a ideal?
O tipo de limpeza a ser escolhido dependerá do material que o sofá é feito. Atualmente estão disponíveis no mercado sofás feitos em grande diversidade de materiais: algodão, couro, linho, camurça, veludo, napa, courino, entre outros.
Por isso, antes de realizar a limpeza é necessário saber exatamente qual é o tipo de material do sofá. Também é importante verificar a etiqueta na parte inferior do sofá, onde se encontram os símbolos de instrução de limpeza:
Uma etiqueta com o símbolo P significa processo normal de lavagem a seco. Esse tipo de lavagem pode ser feita através de panos de limpeza a seco que são vendidos em supermercados. Aspire o sofá e passe o pano por toda a superfície.
O símbolo W significa processo normal de limpeza a úmido, que é a forma mais comum de limpeza onde se utiliza água e produtos específicos, como detergente.
A letra F na etiqueta de instrução significa limpeza a seco profissional. Nesses casos a recomendação é não proceder com a limpeza em casa e procurar uma empresa especializada.
A letra O significa lavar em água fria.
Como limpar sofá em casa e mantê-lo limpo por mais tempo
A Personal Organizer Adriani Gonçalves recomenda sempre iniciar a limpeza aspirando o sofá ou usando uma escova de cerdas macias para eliminar a poeira e sujeira que estiver sobre ele.
Tecido, linho e veludo: Segundo a especialista, uma solução caseira muito útil na limpeza de sofás de tecido é a seguinte: misture um litro de água morna para 1/4 de vinagre branco. Umedeça um pano limpo nesta mistura e passe no sofá. “Se houver manchas mais difíceis de remover, repita o processo com uma esponja mais embebida nesta solução e passe um pano seco após, deixando secar naturalmente”, orienta. Segundo Adriani, o vinagre além de limpar, tira o cheiro e deixa o tecido macio. Faça esta limpeza pelo menos uma vez por mês.



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Bem-aventurados os pobres de espirito

27/04/2011 _ IETB – 20h00min – 4ª feira 

SENSIBILIZAÇÃOI – A SOCIEDADE EM QUE JESUS VIVEU
Era uma sociedade substancialmente agrícola. Não era uma sociedade industrial como a nossa.
A propriedade da terra na Palestina, Judéia, Samaria, Galileia, estava concentrada nas mãos de pouca gente.
Diante desta situação Cristo tem uma atitude bastante critica, quando o Evangelho fala de riqueza; em geral entendemos riqueza por dinheiro, por moeda. Enquanto a riqueza principal daquela época era a propriedade da terra.
A proposta positiva do Cristo é a partilha. Cristo é contra a concentração da terra nas mãos de poucos.
Todos os discípulos de Jesus têm de partilhar os bens, têm de entrar numa economia de partilha, de socialização, para poder seguir Cristo. Ou seja, é impossível ser rico e ser seguidos de Cristo. Na perspectiva de Jesus isto aparece muito claro.

·    Artesanato trabalho manual em cima de qualquer matéria, com instrumentos muito rudimentares, primitivos, mais desenvolvido nos grandes centros, como em Jerusalém, onde havia uma camada de artesões mais qualificada.
Jesus era artesão. Ele era um carpinteiro do interior, sem grande qualificação. O pai de Jesus, São José, também era carpinteiro. A profissão passava de pai para filho. Na verdade, ele era um artesão pobre.
·    Existia nas pequenas cidades um comércio local (feiras), onde se fazia a troca, de produto.
A economia monetária, a circulação de dinheiro, era muito reduzida.
Mas havia os grandes mercados, como o de Jerusalém, com o controle de grandes comerciantes. Eram mercados atacadistas, que faziam importações, como o mercado do templo.
É importante guardarmos este dado: a economia era principalmente rural e tem muito pouco a ver com a nossa sociedade moderna, onde a economia agrícola é na verdade uma economia de exceção, controlada pelo pólo industrial que leva â frente o progresso de um país moderno.

Hoje a exploração ocorre no nível de salário. No tempo de Jesus, a exploração ocorria no nível de impostos, que literalmente esmagavam o povo.
Não é à-toa que os romanos dominavam a Palestina, que a tinham transformado em colônia. Eles estavam ali para tirar bens econômicos do povo, através dos impostos. O sistema de impostos era o canal principal pelo qual o povo era explorado pelos colonizadores romanos.

Havia dois sistemas de impostos: _ O romano e o religioso.

O Imposto Romano: Era dividido em três tipos:
a) Debário: Pago por cabeça através de recenseamento ou censos. O próprio Jesus nasceu numa época de recenseamento e, naquele tempo, houve um grande levante revolucionário na Galileia. Surgiu o movimento guerrilheiro denominado “Zelotismo” dos Zelotes, que perceberam que o recenseamento nada mais era do que a forma de garantir o imposto por cabeça.
b) Produção: Um quarto da produção agrícola (25%) era entregue nas mãos do colonizador romano.
c) Circulação: Nas grandes cidades, nas encruzilhadas, nas divisões das províncias, era taxado um tributo de circulação.

O Imposto Religioso: Era imposto judaico, para o templo, tem também três tipos:
a) DRACMA: Pago por cabeça.
b) PRIMÍCIAS: Todo primeiro fruto da terra ou do animal era entregue no templo, ao sumo sacerdote. E até mesmo todo filho que nascesse tinha de ser entregue simbolicamente ao Templo, através de um animal. Os ricos entregavam camelos ou bodes; os pobres, um par de rolas ou de pombinhos. Quando Jesus foi apresentado ao Templo, São José levava um par de rolinhas pa­ra ser entregue no lugar da criança.
c) dízimo: Dez por cento (10%) da produção vai para as mãos do sumo sacerdote, da classe sacerdotal’ do Templo. E não havia um só dízimo, havia três ou quatro tipos: Dai percebemos o quanto era profundamente explorado o povo no tempo de Jesus exploração que se fazia através do sistema tributário.

Política:
Somente entendendo o funcionamento da economia e que se entende a significação política de uma crítica ao Templo.
No tempo de Jesus, o Estado é o que chamamos hoje de teocrático _ Estado religioso. A constituição, as leis são a Bíblia, os cinco primeiros livros chamados Pentateuco. Ela e a constituição, o código penal, o código civil.
O sumo sacerdote é o dirigente político da nação dirigente político da nação. Existe ainda o Sinédrio, que é uma espécie de tribunal, de conselho, formado por 80 homens que dirigem a nação, tendo à frente o sumo sacerdote.
A Igreja judaica era a sede do poder político, e o sumo sacerdote, o governante da nação.
Quando Cristo, por exemplo, cura em dia de sábado e não observa as tradições, ele está tendo um comportamento subversivo, antipolítico.
Só levando isso em consideração é que entendemos o quanto Cristo era político, o quanto ele rompia com a ordem social porque para fazer política bastava praticar religião de outra maneira. Isso era política de oposição.

Estruturas De Classe:
A sociedade era piramidal, como a nossa, por sinal. A classe alta era composta pelos funcionários, pelos detentores do Estado: Sumo Sacerdote, Sinédrio e Estado romano, O rei Herodes, o governador Poncios Pilatos e a Corte, Esse era o primeiro pólo da classe rica,
O segundo pólo da classe rica era constituído pelos proprietários de terra, pelos latifundiários, famílias tradicionais, donas de terras. Por fim, tinham os grandes comerciantes do mercado importador-exportador, do mercado atacadista, sobretudo de Jerusalém.
Depois da classe rica, vinham os “remediados”. Eram os artesãos qualificados, dos grandes centros urbanos, que não eram tão grandes assim.
Além dos artesãos, a classe intermediária era constituída pelos pequenos agricultores, pequenos comerciantes e profissionais liberais, que, naquele tempo, eram os escribas e os fariseus. Na verdade, os escribas não eram ricos. Era uma classe intermediária que estava em ascensão, com a hegemonia da sociedade. Nessa posição havia a classe do baixo clero, os sacerdotes do templo e os levitas, que giravam em torno de 17 mil pessoas. Como os sacerdotes naquele tempo casavam, constituíam famílias, existia cerca de 80 mil pessoas dependentes deles. Por aí se compreende como deveriam ser altos os impostos, porque estas oitenta mil pessoas eram totalmente sustentadas pelo fisco.
Por fim, a classe baixa, formada pelo povo. O povo era muito fragmentado, tanto que o Evangelho diz “multidão”. O que é multidão? É a massa de gente, sem maior coesão interna, sem espírito de classe.
No meio do povo existia toda a sorte de trabalhadores. Eram artesãos do interior, diaristas, arrendatários rurais, escravos, criados, e também existia toda a sorte de marginalizados: Leprosos (que eram os últimos dos últimos), Doentes, Mendigos, Órfãos, Viúvas, Estropiados, Loucos, Possessos. Chamavam de possessos as pessoas que, por causa de suas condições sociais, ficavam loucas. Isso mostra o nível a que estava reduzido o povo, o grau de deterioração das condições de vida.
O critério de sangue também prevalecia: uma pessoa de sangue judeu tinha mais status social do que outras. Um filho de uma pessoa adúltera ou de um estrangeiro ou de um samaritano já não tinha muita consideração,
Se a pessoa era rica, mas pertencente a uma profissão considerada pecaminosa, também era desprestigiada.
Naquele tempo, um fiscal, estava economicamente bem posicionado, porque teve de comprar essa posição já que ela era leiloada e rendia muito. Em geral, os fiscais se tornavam rapidamente ricos.
Mas o povo considerava que mexer com dinheiro era uma profissão pecaminosa, por isso os fiscais eram desprezados e marginalizados Assim entendemos porque Jesus almoçou com eles. Foi porque eles eram ricos? Não, porque eram marginalizados.
Também os trabalhadores do campo eram desprestigiados, devido à própria função que impedia a prática escrupulosa da Lei.

Grupos Políticos:
Existiam três grupos políticos principais:
1 – Saduceus: Nele se encontrava a classe rica: O alto clero, os proprietários de terra (anciãos). Era um partido totalmente “capacho”, pró romano. Era extremamente conservador e reacionário. Este grupo se concentrava em torno do templo, tinha os papéis principais’ do governo colegiado do Sinédrio e detinha o poder político.

2 – Fariseus:
Composto por leigos, da classe média ascendente, porque os fariseus e os escribas controlavam a interpretação da Bíblia. Como saber é poder, eles estavam subindo na sociedade e adquirindo bastantes postos no Sinédrio, dentro do governo Judeu. O grupo era formado pelos intelectuais do templo, pelos advogados, copistas, teólogos. Tinha uma resistência pacifica. Seus membros pagavam os impostos e se submetiam para evitar o pior. Procuravam ganhar espaço pouco a pouco, com o tempo.
Seus partidários se concentravam em torno da Sinagoga, porque aí era o lugar em que se lia a Lei de Deus, Era a liturgia da palavra. Eles dominavam porque eram os únicos que sabiam ler e interpretar a Lei Bíblica. Detinham a direção moral, intelectual; o povo confiava neles. Então, na verdade, detinham o poder na mão. O povo era o aliado natural dos fariseus,

3 – Zelotas: É um grupo radical, que rompe definitivamente com os romanos e adota a prática da guerrilha, da violência armada. Nascido na Galileia, é integrado, sobretudo por camponeses escravizados por dívidas.
Visa realmente destruir a estrutura política romana e também o poder judaico “capacho” dos saduceus. Em certos momentos, fazem alianças com os fariseus.
Para entender como é que Jesus se posiciona diante dos revolucionários, é necessário lembrar que esse partido tem um projeto nacionalista na cabeça. Além da independência da Palestina, ele tem um projeto expansionista, imperialista. Quer colocar o judeu no centro e sobre todos os outros povos, e criar um império mundial judeu. O César judeu seria uma espécie de César-Moises, César Bíblico que dominasse o mundo, já que isso estava nas profecias da Bíblia.
No projeto dos zelotas havia também a restauração de teocracia, do rei santo, muito parecido com Davi.
Existiam ainda outros partidos de significação menor, como os essênios, os heroditas e outros, e tinha também o povo, o “povilhéu” como era chamado a gente da terra. Era o povo sem organizações populares de base e que estava mais sob a dominação dos saduceus e dos fariseus.


Cultura: Características básicas da cultura na época de Cristo:
1 – Legalismo:
A ideologia preconizava o culto e a observância rígida da Lei. A Lei era uma espécie de força que impedia toda a criatividade, toda força, exuberância.
Esse legalismo, mantido, sobretudo pelos escribas, pelos doutores da Lei, era extremamente funcional.
Servia para acobertar as iniquidades do regime e manter o povo dominado. O legalismo não era um desvio puramente moral ou religioso. Tinha uma função também política.
Por que a Lei era tão rigidamente aplicada? Para poder manter o povo submetido, O conhecimento dos doutores da Lei se baseava em uma espécie de conhecimento se ereto, esotérico, ou seja, somente eles sabiam ler e interpretar a Lei. E isto era feito com um vocabulário complicado, difícil, de modo que deixavam o povo confuso e crente de que eles entendiam os mistérios de Deus. Assim o povo entregava sua liberdade nas mãos dos fariseus, dos doutores da Lei. Só desse modo compreendemos as violentas investidas de Cristo contra os Escribas e os Fariseus. No capítulo 23 de Mateus, lemos um dos textos mais violentos de toda a literatura antiga: “Ai de vós, Escribas e Fariseus hipócritas, que sequestrastes as chaves da casa da ciência”. E, falando do saber secreto deles “Vocês não entraram nela e impedem aos outros que entrem”. As investidas de Cristo são contra esta carapaça que Escribas e Fariseus mantinham em cima da consciência do povo.

Mas que Messias? Aquele que vinha libertar a Palestina da dominação romana para fazer com que pudessem ler, estudar e praticar a Lei com sossego. É outro tipo de Messias, é um Messias também de classe.
O povão esperava o Messias realmente material e a espera era feita de uma maneira urgente, delirante, de uma hora para outra. Isso porque a situação estava insuportável que pior não podia estar.
Um historiador romano, Flávio Josefo, conta que na época em que Jesus viveu surgiram cerca de trinta messias, dizendo-se reis, libertadores. Todos acabaram mortos, massacrados pelo poder romano. Quando apareceu João Batista, o povo perguntou se ele não era Messias. Assim ocorreu com Pedro, Judas Galileu e também com Paulo. Havia uma expectativa incrível de um salvador, libertador, e se investiam sobre. as pessoas que apareciam com uma certa perspectiva de libertação.

Pregação de João Batista
Batismo de Jesus
Jesus vence a tentação
Inicio da ação messiânica
Convocação dos discípulos
Jesus atrai a multidão
Ler As “Bem Aventuranças” de Mateus e Lucas
Jesus aperfeiçoa a Lei


O que se deve entender por espírito de pobres ou felizes os pobres, pois que deles é o reino dos céus.

Os pobres e a esperança messiânica
A visão que a bíblia tem do pobre muda radicalmente no pós exilio. Antes, a partir da pregação profética, pobreza era uma questão de justiça social e de defesa da Lei. Com a comunidade religiosa construída na época persa (539-333 a.C.), centrada na observância das leis canônicas e do culto, a pobreza passa a ser vista como uma transgressão religiosa. Ser pobre passa a ser considerado um pecado.
Não que a pobreza deixe de ser um problema social. A eloquente passagem do Livro de Jó (Jó24, 1-17) mostra que o problema social continua também na pequena comunidade judaica. Mas agora surge uma nova visão dada pela teologia da retribuição, marco teológico central na comunidade judaica.
A teologia da retribuição afirma que Deus retribuirá com bênçãos aos que praticam o culto puro e perfeito conforme as exigências rituais contidas no Livro Levítico. Tais bênçãos são a saúde, a descendência, a terra e as riquezas, uma vida longa. Logo, as pessoas que não podem ostentar essas bênçãos passam as ser consideradas malditas. Assim, os doentes, os pobres, os migrantes, as estéreis, os que morrem cedo, os mutilados etc. passam a ser vistos como sinais de maldição e possuídos pelos espíritos impuros. Se estivessem plenos do Espirito de Deus não estariam nestas situações de mendicância. Eram pessoas que mereciam o desprezo por parte das autoridades religiosas da época, as quais os consideravam genericamente de “impuros” que maculam a pureza da comunidade dos fieis. Ou seja: além de pobres, “pecadores”. Isso é importante para entender a pratica de Jesus: quando Jesus acolhe, come e convive com os doentes, ele está não apenas atendendo os indigentes economicamente.
Ele está também fazendo uma opção pelos excluídos e marginalizados pelo discurso teológico de sua época. Para eles Jesus aponta o Reino messiânico.
A proposta de Jesus vai para além das categorias de governo e de poder que conhecemos.
No reinado de Jesus os pobres e marginalizados triunfam sobre os poderes constituídos.
Ele denuncia o sistema antigo que, em nome de Deus, excluía os pobres, e anuncia um novo começo que, em nome de Deus, acolhe os excluídos. Tal é o sentido e o motivo da inserção e da missão da comunidade de Jesus no meio dos pobres. Ela atinge e combate a raiz da exclusão e inaugura a Nova Aliança.
Jesus anunciava o Reino para todos, não excluía ninguém. Mas ele o anunciava a partir dos excluídos. Situando-se do lado dos pobres, Jesus oferecia um lugar aos que não tinham lugar na convivência humana. Acolhia os que não eram acolhidos. Recebia como irmão e irmã os que a religião  e o governo desprezavam e excluíam: os imorais: prostitutas e pecadores(Mt21,31-32;Mc2,15;Lc7,37-50;Jo8,2-11); os hereges: pagãos e samaritanos(Lc7,2-10;17,16;Mc7,24-30;Jo4,7-42);os impuros: leprosos e possessos(Mt8,2-4;Lc11,14-22;17,12-14;Mc1,25-26); os marginalizados: mulheres, crianças e doentes(Mc1,32;Mt8,17;19,13-15;Lc8,2s); os colaboradores: publicanos e soldados(Lc18,9-14;19,1-10); os pobres: o povo da terra e os pobres sem poder(Mt5,3;Lc6,20,24;Mt11,25-26).
A opção de Jesus é clara, seu apelo também: não é possível ser amigo dele e continuar apoiando um sistema que marginaliza tanta gente. E aos que querem segui-lo ele manda escolher: “ou Deus, ou o Dinheiro! Servir aos dois não dá!” (Mt6,24). “Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres. Depois, vem e segue-me”. (Mt19, 21)

Vencer a pobreza é sinal da presença do Reino de Deus.
Para pode manter-se sempre na missão do lado dos pobres e excluídos e não se acomodar na mentalidade de “tarefa cumprida”, é necessário um processo continuo de conversão e de atenção o à realidade do povo, para que a comunidade cristã possa ser uma amostra do Reino e para que seu estilo de vida seja, de fato, uma revelação do rosto de Deus, transformado em Boa Nova para o povo de todas as épocas. Eis alguns aspectos do estilo de vida da comunidade que se formou ao redor de Jesus e que despois de espalhou pelas periferias urbanas do Império. São aspectos que caracterizavam a vida solidaria entre os pobres, verdadeira amostra do Reino, e que marcavam a formação dos discípulos ao longo dos 3 anos de convivência catequética com Jesus;

1)Todos irmãos – É a fraternidade ou irmandade de todos ao redor do mesmo Mestre.

2)Igualdade homem e mulher – Tira o privilégio do homem em relação à mulher. Ele revela seus segredos tanto aos homens como às mulheres.

3)Partilha dos bens – Na comunidade que se formou ao redor de Jesus, ninguém tinha nada de próprio. Mas havia uma caixa comum que era partilhada também com os pobres. Ele dependia da partilha que recebia.

4)Amigos e não servos – A partilha tem como base o econômico, mas deve crescer e atingir a alma e o coração. A comunhão deve chegar a ponto de não haver segredo entre eles: “Já não vos chamo servos,...eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Jo15,15

5)Poder é serviço – É o ponto em que Jesus mais insiste. “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos”.(Mt20,28)

6)Poder de perdoar e reconciliar – O perdão de Deus passa pela comunidade, que deve ser um lugar de perdão e de reconciliação, não de condenação mutua.

7)Oração em comum – Rezavam antes das refeições, frequentavam as sinagogas e em grupos menores Jesus se retirava com eles para rezar.

8)Alegria – Jesus diz aos discípulos: “ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus”, porque seus olhos veem a realização da promessa. É alegria que convive com dor e perseguição (Mt 5,11). Ninguém consegue roubá-la.(Jo 16, 20-22)

Essas são algumas das características da comunidade que nasceu ao redor de Jesus como amostra do Reino. Ela se tornou o modelo para a comunidade dos primeiros cristãos urbanos, descrita nos Atos dos Apóstolos.

Essas comunidades de pobres urbanos, tanto os que vieram do judaísmo quanto os que vieram do paganismo, serve de modelo para todos nós hoje! As comunidades cristãs, através de seus gestos solidários e da intensa comunhão fraterna, apontam para a vitória dos pobres diante dos sistemas opressores.